Naturais
Colares Viuva Gomes Tinto Colheitas Antigas 1931

Colares Viuva Gomes Tinto Colheitas Antigas 1931

Naturais

Ramisco
Servir a 16º-18º
Potencial de Envelhecimento
268.94 €
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Existir ainda vinha em Colares é, por si só, algo admirável, porque estamos a falar de um lugar sujeito a enorme especulação imobiliária e onde fazer viticultura é tarefa de titãs.

Resistir à fúria dos ventos marítimos e ao poder corrosivo das partículas de sal e extrair vinho da areia é uma heróica teimosia que perdura desde a chegada dos árabes a Sintra. Heróica porque, além de terem de lutar contra os elementos, os viticultores têm que suportar elevados custos de plantação e manutenção para obterem produções inferiores a duas toneladas por hectare.

O primeiro grande desafio começa com a plantação. Esta exige que, numa primeira fase, seja retirada a areia até ser encontrado, a vários metros de profundidade, o solo argiloso, onde as varas são “unhadas” (entaladas na argila para enraizarem).

As videiras crescem horizontalmente, coladas ao chão, num rendilhado de madeira, e são protegidas da influência marítima através de paliçadas de cana seca e muros de pedra solta. É muito trabalho para tão pouco vinho.
Vinhos que com o tempo ganharam uma tonalidade casca de cebola, embora mantenham uma agradável frescura. Notas aromáticas de terra húmida e cereja em passa, na boca apresentam uma estrutura leve com taninos bem marcados e notas salinas no final.

Se o vinho for manuseado adequadamente (abertura da garrafa com antecedência e temperatura de 18 graus), constata-se uma complexidade aromática relacionada com frutos secos, nomeadamente o pinhão, e com frutos vermelhos, muito agradável.
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